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smother

você volta  demasiado imperativa  em seu manto oblíquo de miséria  como a capa  de uma velha rainha você desperta dentro da minha insônia diária  e se deita larga sobre meu peito  respira denso o meu próprio resfolegar e concreta meu tórax contra o colchão você retorna  com sua fronte sem traços  mas de onde ainda se capta certa presunção por finalmente poder se esticar  em sua torturante envergadura  e, veja - mesmo sendo mais alta que a média  esse meu humilde corpo não te comporta  então, travestida de natureza, perpassa as pupilas para recobrir em grossas camadas  as luzes que restam apenas por acidente  - e tão veloz quanto a luz  e quanto sua respectiva ausência - desata criando perigo nos tons neutros e nos rostos amigos nas vias públicas, nos afazeres básicos  e nos signos mais banais  se torna tão parte das essências,  inerente e filha de tudo -...