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enredo antigo sob o sol

sim, amor. você, a quem assim vocativo (brega e ridícula como todas as submetidas) vai também, vai tambem- uma outra vez tal qual todas  se agarrar à média.  você, amor, vai delicadamente descarnar minha fé   reinventando as acepções pluralistas e mais exóticas  da traição  entre fiel e leal, há uma infinita bulevar e enquanto você assume o primeiro como espécie de privatização  repele da consciência  que o compromisso é órfão de promessa que os gestos trocados não pressupõem segredos e que as juras as juras- não admitem contrato mês a mês, eu me debato  vis a vis implicada em não sumir do teu afeto raso   e dou a cara- ao tapa mas também ao afago e à carícia  pra balancear  tua omissão porque, pra você, entre mentira e omissão  também há uma infinita (mas fajuta) bulevar relativizando a estória histórica  e minha ferida que esgarça pungente bramindo a arrogância do seu confor...

onde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga

um para-sempre parcelado solilóquio polifônico de um falso regaço. não pisam as virgens nesse altar. apenas o corpo e o sangue que serão entregues por nós  nada menos sacro, ou destituído de livre-arbítrio.  sim. temos a inviolável liberdade para escolher — dentre a fúria ou a violência,   sumo sacerdotes do sumo sacrifício  um ato solo cuja  via crucis reformulada consigo mesmo não acaba depois de acabado o ator (órfão de qualquer anúncio trovejado) e obrigado à ressurreição, vindo aos demais como personagem imaterial fruto nato da especulação  que projeta e projeta na oralidade e escrituras proibidas  no imaginário, sim, nas fantasias. e todos ouvimos falar das mães. e em como nelas se detém  no mandamento de não tornar  a própria dor uma outra  rebentos e arrebentados ao ninar das lâminas de supermercado aos venenos prontos para ratos às drogas prescritas convertidas  em armas químicas ...