[não, nada de nomes difíceis, termos gringos,]
não, nada de nomes difíceis, termos gringos, versando sobre fronteiras bem delimitadas entre a sanidade e a loucura. nada de discurso pseudocientífico sobre esse limbo entre neurose e psicose. assim talvez você não me apelide usando uma semiologia técnica como adjetivo, não acuse entrelinhas a totalidade da minha personalidade como indesejada e doente, "doente" -- esse status fixo irrefutável e não um processo, mas essa carga elíptica de invalidez. talvez assim você não resgate os leprosários medievais buscando poupar o que é público dos meus rompantes, não se sinta tão à vontade para usar de expressões que ridicularizam um padrão cognitivo e aprenda que os extremos não passam de ficções convencionais. espero que quando você mencionar que reajo como uma criança, lembre que o que faz o comportamento dito infantil não é uma escolha deliberada sobre sê-lo, mas a escassez de arquitetura biológica e experiências significativas que maturem-no, e que ofereçam subterfúgios para progr...