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Mostrando postagens com o rótulo psiquiatria
você permanece em pé enquanto me atende e entendo que devo ser breve. nos conhecemos há uma década  assisti sua barba ficar grisalha mas não sei nada sobre você exceto seu registro profissional junto ao seu sobrenome composto. não acho, honestamente,  que essa impessoalidade  tenha algo a ver com ética. no início, eu era questionadora e irreverente  mas depois de tantos fármacos  eu só te relato o que você entende como sintomas de forma bem concisa e superficial  usando uma linguagem que foca no que pode ser entendido como bioquímico  -- a camada de gelo sobre um lago -- e aguardo suas soluções, esse efeito  que sempre prima pelo esmaecimento  do que seria personalidade -- e assim você terá cumprido seu trabalho  contenho os tiques de ansiedade e omito o planejamento minucioso do autoextermínio porque sei o custo farmacológico e de internação compulsória se, aqui onde estou agora, você concluir que estou  como realmente estou. há di...

[e jamais perguntaremos nada sobre o desejo]

às manhãs  mais urgentes que o pão — poderiam ser confeitos e engulo como se confeitos fossem — rompem o jejum esses micro ruídos de ranhura. e então depois do café  uma outra série de cores e design. religiosamente às quartas, também às manhãs, menos cedo, encontramo-nos através dessa mesa  numa rotina inscrita há mais de mil dias  em que ainda não nos conhecemos ele quer saber do meu corpo como substrato fisiopatológico.  se durmo a noite inteira, como tenho me alimentado e os 30min diários de exercício físico, gabriela, 2L de água por dia e as alergias? ele é o homem dos ajustes, desloca as engrenagens mais anteriores sem qualquer toque às quintas  imediatamente depois que se iniciam  espero que logo não mais sejam as quintas e às sextas me arrependo de ter querido isso  quando eu compareço e ela me vem com como você está hoje nos dias que me restam visito mais doutores pra acertar minhas ent...